quarta-feira, 9 de setembro de 2026

A TECNOLOGIA E OS ANTIGOS FORMATOS MUSICAIS


A   tecnologia   prometeu   substituir   os   formatos   antigos. Só   esqueceu   de   combinar   com   quem   gosta   de   ter   música   nas   mãos.

A linha do tempo é curiosa.

💿 Em 1948, a Columbia apresentou o LP de 33⅓ rpm, marco do disco de vinil de longa duração.

📼 Em 1963, a Philips apresentou o Compact Cassette: pequeno, portátil, gravável e destinado a atravessar gerações.

💽 Em 1982, o CD chegou comercialmente ao mercado. A Sony lançou no Japão o CDP-101, primeiro CD player comercial, acompanhado pelos primeiros títulos no formato.

🔌 Por volta de 2000, os primeiros pendrives comerciais começaram a colocar uma quantidade cada vez maior de arquivos dentro do bolso.

🎧 Em 2008, o Spotify foi lançado comercialmente na Europa. Aos poucos, a relação com a música mudou: em vez de possuir uma cópia, passamos a acessar catálogos inteiros.

E então aconteceu uma coisa engraçada.

O vinil voltou. A fita cassete reapareceu em pequenas tiragens. E o CD, que muita gente já havia enterrado, voltou a ganhar atenção de colecionadores, fãs e novas gerações.

As datas de 2023, 2024 e 2025 no meme representam justamente esse movimento de retorno da mídia física, não o nascimento desses formatos.

E existe uma diferença importante aí: CD também é digital. Pendrive também. A provocação não é “analógico contra digital” no sentido técnico. É sobre posse contra acesso.

Quando você compra um disco, uma fita ou um CD, aquele objeto é seu. Um catálogo de streaming existe enquanto plataforma, contrato, licença e disponibilidade permitirem.

Talvez seja por isso que, depois de correr tanto para colocar tudo na nuvem, tanta gente esteja voltando a ocupar a estante. 😂

Agora quero saber: vinil, fita cassete ou CD, qual formato você escolheria se só pudesse ficar com um?

Compartilhe com aquele amigo que jurava que mídia física tinha morrido.

 

                           Fonte:  https://www.nyarlathotep-records.com.br/

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