segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Sobre criatividade: A História das caixas vazias


 


     Havia uma empresa nos EUA que produzia e embalava parafusos. Nessa metalúrgica, várias pessoas trabalhavam manipulando as peças, que caíam em uma esteira e logo em seguida, passavam para um contador automático, o qual jogava 20 parafusos em cada caixa.

   Porém, havia um problema: a cada 100 caixas com parafusos, quase sempre uma ficava vazia, um problema que já se arrastava por anos. Como resolvê-lo?

     Contratar um funcionário só para retirar a caixa vazia ficaria caro e ele até dormiria no serviço.

       Resolveram, então, contratar uma empresa japonesa para desenvolver um sistema infravermelho, para que detectasse a caixa vazia. Assim, acionaria um braço mecânico que correria no lado da esteira e em fração de segundos, retirava a caixa, eliminando o problema.

    Investiram milhões nesta solução, a qual, a princípio, resolveu o problema. Mas um dia a tal da “engenhoca” quebrou. E o problema voltou.

    Ao entrarem na empresa, desesperados, os diretores ficaram no final da esteira esperando as caixas vazias aparecerem para serem retiradas manualmente.

    No entanto, as caixas foram passando uma a uma e as vazias não apareciam. Todos ficaram intrigados e foram logo verificar, no mesmo instante em que tiveram uma grande surpresa.

   Um humilde operário da seção ao lado colocara um ventilador potente voltado para a esteira, o qual, inesperadamente, soprava derrubando as caixas vazias, identificando-as em meio às caixas cheias.

    Quando interrogado sobre o porquê de não haver falado antes dessa ideia, ele respondeu:

    - Eu bem que tentei, mas me faltou coragem!

     Resumindo: faltou dar-lhe a oportunidade e motivação. E por esse erro a empresa pagou caro... muito caro.

 

                                                                  Conteúdo da Internet


quinta-feira, 7 de outubro de 2021

SAGA DE UM VAQUEIRO - A história que renderia um bom filme

        Rita  de  Cássia  é  considerada  a  maior compositora de Forró do Brasil, com mais de 500 composições sem parcerias, e muitas delas, gravadas por vários intérpretes e bandas de sucesso em todo o Brasil.

      Entre suas composições, uma em especial, A SAGA DE UM VAQUEIRO, gravada originalmente pela extinta banda de forró Catuaba com Amendoim, no final da década de 1990.

       Essa emocionante letra, a exemplo de Faroeste Caboclo da Legião Urbana, bem que poderia virar filme, com uma produção arrojada e um elenco que valorizasse cada verso dessa rica e extensa letra.


SAGA DE UM VAQUEIRO


Vou pedir licença pra contar a minha história,

Como um vaqueiro tem suas perdas e suas glórias.

Mesmo sendo forte, um coração é um menino,

Que ama e chora por dentro, e segue seu destino.

Desde cedo assumi minha paixão,

De ser vaqueiro e ser um campeão.

Nas vaquejadas sempre fui batalhador,

Consegui respeito por ser um vencedor.

Da arquibancada, uma morena me aplaudia,

Seus cabelos longos, olhos negros, sorria.

Perdi um boi naquele dia lá na pista,

Mas um grande amor surgia em minha vida.

Naquele dia começou o meu dilema,

Apaixonado por aquela morena.

Cada boi que eu derrubava, ela aplaudia,

E eu, todo prosa, sorria.

Então começamos um namoro apaixonado,

Ela vivia na garupa do meu cavalo.

Meus planos já estavam traçados em meu coração,

De tê-la como esposa ao pedir a sua mão.

Que tristeza abalou meu coração,

Quando seu pai negou-me sua mão.

Desprezou-me, por eu ser um vaqueiro,

Pra sua filha só queria um fazendeiro.

A gente se encontrava, sempre às escondidas,

E vivia aquele amor proibido.

Cada novo encontro era sempre perigoso,

Mas o nosso amor era tão gostoso.

Decidimos, então, fugir pra outras vaquejadas,

Iríamos seguir.

Marcamos um lugar, pra gente se encontrar,

Mas na hora marcada ela não estava lá.

Voltei em um galope, saí cortando o vento,

Como se procura uma novilha no relento.

E tudo em mim chorava por dentro.

E tudo em mim chorava por dentro.

Vieram me contar que mandaram ela pra longe,

Onde o vento se esconde e o som do berrante se desfaz,

Um fruto do nosso amor ela estava a esperar.

Fiquei desesperado com tamanha maldade,

Pensei fazer desgraça, mas me controlei.

E saí pelo mundo, um vaqueiro magoado,

Só porque um dia eu amei.

Passaram muitos anos e eu pelo mundo,

De vaquejada em vaquejada, sempre a viajar.

Era um grande vaqueiro,

Mas meu coração continuava a penar.

Um dia eu fui convidado pra uma vaquejada,

Naquela região.

Pensei em não voltar lá,

Mas um bom vaqueiro nunca pode vacilar.

Nunca mais soube de nada, do que lá acontecia,

Eu fugia da minha dor e da minha agonia.

Ser sempre campeão era a minha alegria.

Depois de 17 anos, preparei-me pra voltar,

Como um campeão.

Queria aquele prêmio pra lavar meu coração,

Mas sabia que por lá existia um vaqueirão.

Começou a vaquejada e uma disputa acirrada,

Eu botava o boi no chão, ele também botava.

Eu entrei na festa e ele lá estava.

Fiquei impressionado como ele era valente,

Tão jovem e tão forte, e tão insistente.

Eu derrubava o boi e ele sempre à minha frente.

Chegava o grande momento de pegar o primeiro lugar,

Os bois eram mais fortes, ele não iria derrubar.

E sorri comigo mesmo: dessa vez eu vou ganhar.

Quando me preparava pra entrar na pista,

Quando olhei de lado, quase escureci a vista.

Quando vi uma mulher, aquela que foi a minha vida.

Segurei no meu cavalo para não cair,

Tremi, fiquei nervoso, quando eu a vi,

Enxugando e abraçando

O vaqueiro bem ali.

Entrei na pista como um louco,

O bate-esteira percebeu,

Andei foi longe do boi,

Ah, isso nunca aconteceu!

O vaqueiro entrou na pista e eu fiquei a observar,

Ela acenava, ela aplaudia e ele o boi a derrubar,

Derrubou o boi na faixa,

Ganhou o primeiro lugar.

Fiquei desconsolado, envergonhado eu fiquei,

Perdi o grande prêmio, isso até eu nem liguei.

Mas perder aquele amor,

Ah, eu não me conformei!

Ela veio sorridente em minha direção,

E trouxe o vaqueiro pegado em sua mão,

Olhou nos meus olhos, falou com atenção:

Esse é o nosso filho que você não conheceu,

Sempre quis ser um vaqueiro, como você, um campeão.

E pela primeira vez, quer a sua benção.

Eu chorava (eu chorava) de feliz (feliz),

Abraçado com o meu filho.

Um vaqueiro como eu, eu nunca tinha visto.

Posso confessar: o maior prêmio Deus me deu!


                                  Compositora: Rita de Cássia


terça-feira, 14 de setembro de 2021

RELAÇÃO DE ACRÓSTICOS ESPECIAIS - parte 4

BENEDITA - 2

"(B) astante alegre e extrovertida

 (E) ssa sou eu, tenho toda certeza!

 (N) unca ocultando a minha beleza;

 (E) star sempre de bem com a vida.

 (D) ia após dia, estou firme na lida,

 (I ) sso é o que me mantém acesa.

 (T) raço planos, faço minha defesa,

 (A) titudes de alguém decidida."


GUTIERRE

(G)enerosidade  é o seu ponto forte, podemos confirmar.

(U)m amigo para se guardar do lado esquerdo do peito.

(T)ranquilo  e bastante sereno, procura a todos respeitar,

(I )ndividualmente,            com uma educação de causar efeito.

(E)specialmente nesta data, queremos lhe parabenizar,

(R)eceba os nossos cumprimentos  neste poema sem jeito

(R)elativo ao seu aniversário,           que tudo possa se realizar,

(E)m nome do Bar do Cuscuz, mais um cliente satisfeito


        Feito sob encomenda para meu irmão Reinaldo, funcionário do Bar do Cuscuz, em homenagem a um cliente especial.

                                                   Campina Grande, PB, 14/09/2021


JANDIRA

(J) amais desistirei de te amar,
(A) inda que não enxergues assim.
(N) ão adianta em me fazer recuar,
(D) ia e noite, te quero junto a mim.
(I ) nfinito é o meu amor por você,
(R) esta somente você me querer;
(A) nossa união nunca iria ter fim.