quarta-feira, 15 de novembro de 2017

MEU ÚLTIMO SONETO DE DESABAFO

Este soneto sintetiza, de forma um tanto vulgar, uma das minhas maiores frustrações e decepções amorosas de todos os tempos. Um resumo do que representou para mim a minha última paixão correspondida, a qual me torturou bastante após o término da relação, há pouco mais de um ano atrás.
Que eu lembre ou que saiba, nunca fui tão humilhado, tão menosprezado e tampouco diminuído assim, desta maneira tão mesquinha, no amor que sentia por uma mulher, situação esta que me fez sofrer bastante, mudar alguns de meus hábitos e por pouco, não me fazendo cair em depressão.
No entanto, isso é algo que faço questão de "comemorar" e compartilhar com todos através de publicações como esta, onde exponho toda a lama na qual eu mergulhei. Confiram!


SONETO DE UM AMOR ILUDIDO

Há um ano aquela maldita me abandonou.
Às vezes (é sério), nem eu mesmo acredito.
Deixei-me levar por um amor tão bonito
E novamente, o coração me decepcionou.

Apenas mais uma paixão que não vingou
Por uma infeliz que só visava o dinheiro.
Eu ali, alimentando um amor verdadeiro
Que não encontrando bases, desmoronou.

Eu amava uma grandessíssima vigarista,
Na arte de fingir, era uma boa artista,
E assim, durante meses ela me enganou.

Mas, enfim, consegui me libertar do pior.
Diz o ditado: quem ri por último, ri melhor.
Daquela desgraçada nada de bom restou.

                                                                                         Paulo Seixas, 2017



sábado, 4 de novembro de 2017

PARTICIPAÇÃO NA POLÍTICA EM 2012

Revendo este vídeo no meu canal Youtube (vídeo este que, por sinal, está cortado), lembrei-me dos discursos poéticos que recitei em palanque ao longo de toda a campanha política em Queimadas, no ano de 2012, na qual me candidatei a um mandato de vereador pelo município (inseguranças à parte, foi uma tremenda furada). Confiram pra ter uma ideia!

     COMÍCIO 4 – Vila - Queimadas/ 01-09-2012

"Boa noite, Queimadas!
Que galera bonita, heim?
O tempo hoje é curto, por isso, serei breve.   
   Antes de mais nada, gostaria de fazer uma pequena retificação na maneira pela qual algumas pessoas e amigos se referem a mim, inclusive o próprio locutor.
        - Falarei, portanto, em versos:

Não me considero um poeta
Apenas, um escritor de Cordel,
Minha ingenuidade é completa
Para ser levada ao papel.
Porém, tenho plena convicção
De que nesta próxima eleição
Só vai dar Jacó Maciel!!

Sou, talvez, um repentista
Com talento limitado,
Dando uma de artista
Para o meu eleitorado.
Sobretudo, pensando maior
Trabalhar ao lado de Jacó
         Para obter mais resultado.

Resolvi sair candidato
Ao lado de Jacó Maciel,
Porque eu acredito de fato
Que ele é honesto e fiel.
Essa é a vitória da oposição
Pois como já diz a locução,
É a terra e uma banda do céu!!

Queimadas precisa urgentemente
De um Prefeito sem vaidade,
Que fale a língua da gente,
Que seja humilde de verdade.
A população quer ser ouvida,
Poder andar de cabeça erguida,
Sentir orgulho de sua cidade.

Por isso, vamos votar no melhor
Desta vez, ninguém vai errar,
O nosso Prefeito será Jacó
E nada poderá nos segurar.

Bom pessoal, pra quem ainda não me conhece, meu nome é Paulo, Paulo Seixas. Sou um estudante de Comunicação Social da UEPB e um petista com muito orgulho!

        Ah, não posso esquecer o meu número:

O meu número é 13.123
Não é difícil de memorizar,
Chegou a hora, essa é a vez
De alguma coisa, enfim, mudar.
Uma opção a mais pra você, eleitor
Votando em mim para Vereador,
Alguém que promete se destacar.


       E para Prefeito, não esqueçam:
 
      Votem Jacó Maciel e Gerailton, 55!"

Meus dois Folhetos utilizados durante a campanha

domingo, 8 de outubro de 2017

MEUS AMORES PLATÔNICOS E PAIXÕES DOENTIAS

    “Uma vela está queimando hoje é nosso aniversário. Está fazendo hoje um ano que você me disse adeus ... ♪♫♩♫♪♬

MEUS AMORES PLATÔNICOS E PAIXÕES DOENTIAS

Ao longo da minha vida eu tive algumas paixões infelizes que me renderam histórias incríveis, nas quais eu quase sempre me saí mal nessas relações. Entre amores platônicos, paixões mal vividas e não correspondidas, pelo menos sete delas foram marcantes e até decisivas para mim, onde as duas últimas fizeram-me sofrer uma barra. Buscarei falar um pouco sobre cada uma delas, limitando-me a um parágrafo por cada.
O meu primeiro amor ou a minha primeira grande paixão (isso eu nunca pude saber ao certo), ocorreu ainda na minha infância, com uma menina que estudava comigo na escola do professor José Miranda, em Queimadas/ PB. Nunca tive coragem de confessar-lhe o que sentia, por vezes sofrendo calado e sem poder explicar o que estava acontecendo. Eu tinha sete ou oito anos de idade quando tudo começou. Entre as minhas vagas lembranças pueris, lembro-me apenas que a presenteei com um broche que encontrei na festa de casamento dos meus pais (na década de 1970, isso mesmo!), entregando-o a ela sem ao menos olhar em seu rosto. Pelo menos ela recebeu a oferta. Afastamo-nos no segundo ano fundamental, quando troquei de escola. Eu nunca, jamais lhe dirigi a palavra, em momento algum. E até os dias de hoje, quando a vejo pelas ruas da cidade acompanhada do marido e de uma criança. Pelo que sei, ela se formou em medicina e exerce a profissão. Essa paixão perdurou até o fim da minha adolescência, pelo simples fato de eu não olhar pra qualquer garota durante esse período.
Foi quando conheci o meu segundo amor platônico, uma das garotas mais lindas que já estudou no colégio Maria Dulce Barbosa, vizinho a casa onde morei até meados de 1998, em Queimadas. Mas essa foi uma paixão que não durou muito, em relação à primeira, visto que três anos depois eu acabei me apaixonando perdidamente por outra garota, também da mesma escola. Porém, enquanto essa durou, foi o suficiente para me tirar o sono durante muitas noites. A lembrança mais nítida que tenho dessa moça, àquela época, foi de quando ela veio pro colégio, num dia de chuva, fazer Educação Física. Ela devia ter uns 13 ou 14 anos, mais ou menos, e usava uma camiseta branca fininha, molhada e bem transparente... uma das cenas mais lindas que eu já presenciei. O nosso contato se limitava a um simples “Oi”. No máximo, a um sorriso da parte dela, que se esforçava pra ser simpática comigo, uma vez que logo fizera amizade com as minhas irmãs mais novas. Atualmente não sei por onde anda, mas sei que é casada e tem um filho.
A minha terceira grande paixão... O ano era 1991, eu tinha 18 anos de idade. De repente, como num passe de mágica, me vi arrebatado por uma paixão inexplicável, doentia mesmo. E o que era pior: por uma garota que eu simplesmente detestava. Como isso era possível? Sofri um bocado. Primeiro, porque eu já não conseguia mais esconder o que estava sentindo, segundo porque ela descobriu essa minha paixão, juntamente com outras amigas (eu deixava muitas pistas, através de bilhetes e cartinhas anônimas que escrevia). Entre outras coisas, dizia que eu não era pro seu bico. E para completar a minha desgraça, ela começou a namorar um cara e de propósito, sentava-se num banco de praça defronte de minha casa. Dessa maneira, só me restavam duas alternativas: Ou eu fervia uma vasilha de água quente e jogava em cima deles ou simplesmente, ia pra minha cama e chorava até conseguir adormecer. Ao que parece, não resta dúvida que eu sempre ficava com a segunda opção.
A minha quarta grande paixão foi diferente, pois, dessa vez, bem ou mal, houve correspondência. Aos 25 anos de idade, enfim, conheci uma loirinha que me fez mudar bastante. Ela tinha apenas 15 anos. Considero-a como a minha primeira namorada, “oficial”, desconsiderando um “romance de férias” que tive com uma prima, um ano atrás. Por essa nova paixão eu cheguei, até mesmo, a estudar durante algum tempo, à noite, no colégio estadual “O Ernestão”, em Queimadas, mesmo com um certificado de 2º grau concluído. Era só um pretexto para acompanhá-la até a escola (e poder vigiá-la melhor, certamente). Eu saía da classe do 3º ano científico, onde havia me matriculado, e ia assistir aula com a turma da 8ª série, onde ela estudava. O problema é que eu gostava mais dela do que ela propriamente de mim. E, por não ter havido uma reciprocidade maior, o nosso romance não durou mais do que três meses. Por fim, como costumava dizer, eu a ganhei chorando e a perdi chorando, para alegria daqueles que torciam contra esse namoro. Isso logo após ouvir de sua boca, que só namorou comigo por pena. Ela é uma das únicas "ex" da qual continuo amigo, até hoje.

Depois disso, fui para o Rio de Janeiro, até pra fugir da tristeza em que me encontrava. A data era agosto de 1998. Permaneci lá por mais de dez anos, só retornando de vez à Paraíba em 2009 pra cursar uma faculdade. Durante esse período no Rio, vivenciei alguns pequenos romances e entre outras “alegrias”, incluindo um namoro de seis meses, além de outros “ficas” sem importância. Mas só voltei mesmo a me apaixonar, de verdade, em 2012, quando o meu coração já estava bastante recuperado das surras anteriores.
Quanto à minha quinta paixão, a qual eu deveria deixar apenas na lembrança, certamente foi a mais impossível de todas, diga-se de passagem. Tratava-se, pois, de alguém que eu sabia desde o início que era comprometida (isso ela deixou bem claro), uma paraibana linda, maravilhosa e que conheci quase por acaso, através das redes sociais. Uma amiga até então virtual e que eu só viria a conhecer pessoalmente no final de 2012, quando visitara o Rio de Janeiro. Surgida de um amor platônico e depois, transformada numa paixão não correspondida, essa foi uma relação que não devia ter passado de uma grande amizade, embora depois de certo tempo eu já não conseguisse mais enxergá-la apenas como amiga. Conversávamos frequentemente pelo bate papo do Facebook e até por telefone, antes de surgir o Whatsaap. Ela gostava de ouvir os meus conselhos e as minhas palavras de carinho, em conversas sempre respeitosas e sinceras, nas quais falávamos sobre coisas que iam desde família, amizades em comum e até no seu atribulado casamento. Contudo, carente de um novo amor e de um sentimento verdadeiro, por vezes eu confundia o seu sorriso, a sua maneira de se expressar, e acabava me exaltando além do permitido. E, quase sempre, disfarçando através de brincadeiras sutis e elogios, eu simplesmente a flertava e a cobria de galanteios, apesar de saber que ela era casada. Porém, eu sabia dos meus limites e por isso mesmo, nunca perdi a sua confiança. Mesmo sabendo dos riscos, aproveitei essa viagem ao Rio e acabei por revelar o que sentia por ela, numa espécie de desabafo sem qualquer pretensão. E assim, como era de se esperar, nos afastamos por um tempo, o período necessário pra eu voltar à Paraíba e aguardar a “poeira baixar”.

Durante algum tempo, a minha única pretensão foi a de nunca mais nessa vida sofrer por ninguém, um sacrifício inútil e que, neste caso, podia ter sido evitado. Como eu sempre dizia, e apaixonadamente falando, ela era apenas “um sonho bom na minha vida”, apenas isso. Infelizmente, tive que acordar para a minha triste realidade. Somente me apaixonando novamente foi que consegui tirá-la do coração.
Voltei a me apaixonar cegamente no decorrer de 2013, este que foi um romance correspondido, porém escondido e “dividido”, iludido, completamente sofrido... e que merece ser esquecido. Esse parágrafo também será mais extenso pra que eu possa detalhar um pouco do que me aconteceu nessa sexta paixão. 
Quando a conheci, ela se dizia menor de idade. Lembro-me como se fosse hoje, naquele ônibus, em direção a Queimadas... uma aproximação eu diria, um tanto fácil demais pro meu gosto. Uma breve troca de celulares e logo já estávamos íntimos. O nosso primeiro encontro se deu numa lanchonete, em Campina Grande, e depois na minha faculdade, antes da aula. Por insistência minha, passamos a nos encontrar mais vezes, a partir de então, na minha casa, resultando em uma completa dependência minha diante dela. Eu a tratava como uma princesa, visto que ela se declarava uma garota virgem, alguém com quem eu não ousaria, tão logo, tentar “avançar o sinal”. A diferença gritante de idade entre nós não chegava a ser nenhum empecilho, apesar de eu saber que, por se tratar de um romance escondido, ela não se incomodava em nada com esse detalhe. Segundo ela, se o pai descobrisse, ele jamais aceitaria. O problema é que eu cometi a burrice de me apaixonar por ela, na medida em que crescia o nosso grau de intimidades. Ao fim, entre brigas, separações e voltas, em mais de um ano nesse conturbado romance, acabei descobrindo várias de suas mentiras. Inclusive, que ela tinha três anos a mais do que declarava na idade. E que ainda, pasmem, era noiva!! Eu desempenhava inocentemente o papel de “Ricardão” em sua vidinha fútil, além de outros casos escondidos que ela mantinha com, pelo menos, uns quatro caras. Uma história absurda! Acabei revelando tudo, foi um verdadeiro escândalo em sua família. Até onde eu sei, ela acabou casando-se com o noivo e eu amarguei outra desilusão.

Não demorou muito e em setembro de 2015 passei a conviver com outra pessoa, tão mau caráter quanto essa última. Uma versão eu diria, mais “amadurecida”, visto que ela tinha o dobro da idade da garota anterior. Foi a minha sétima e última grande paixão. E essa, pra dizer a verdade, me incomoda até hoje. A mulher que se faz de humilde e que consegue enganar a todos com sua aparência meiga e delicada, mas que não se conteve em me escorraçar duas vezes de sua vida. Desgraçada... aqui esticarei novamente o parágrafo, descrevendo de forma resumida essa minha derradeira paixão.
Durante o tempo em que ficou comigo ela só me usou, me humilhou, como também me explorou (inclusive, financeiramente, onde eu repartia o pouco que tinha) e em seguida, me descartou, me jogando fora como um objeto que não lhe servia mais. Aliás, ela usa e abusa dos sentimentos das pessoas, não pensa em mais ninguém, a não ser em si mesma. Por isso que nunca sai do que é. A palavra que melhor a define é a de uma vigarista, uma mulher interesseira, não tem outra. Infelizmente, me apaixonei por uma mulher que não existe. E, quem sabe, eu ainda continue apaixonado por certa professorinha que me cativou desde a primeira vez que a vi. Uma pessoa linda, cuja descrição me parecia perfeita pra mulher que eu tanto amava. Com um jeito de menina, era alguém que gostava da natureza, que me falava dos pássaros, das coisas simples da vida. E que, acima de tudo, se mostrava humilde. De humildade ela não tem nada! Desse modo, eu já não dispunha do que ela mais venera nessa vida. Dinheiro, conforto... Ela só enxerga isso na sua frente e se desespera muito rápido ao se ver sem o mesmo, a raiz do seu mal. Sofri... Verdade seja dita, ainda sofro as consequências dessa minha desilusão nas noites em que vou dormir pensando nela. Diante dos fatos, fica respondida a pergunta que ela me fizera no início da relação, sobre o porquê de eu estar sozinho até hoje e de nunca haver me casado. É porque, durante a minha vida inteira, eu praticamente só me envolvi com mulheres ORDINÁRIAS do seu tipo! (há exceções, óbvio) Espero que ela reflita bem antes de iludir mais alguém com falsas promessas, ou de humilhar outro homem como me fez. Creio que ninguém terá a mesma paciência que eu tive...

      Sendo assim, gostaria ainda de acrescentar que eu tenho a consciência plena e absoluta de que NENHUMA MULHER É OBRIGADA A MANTER UM RELACIONAMENTO QUE NÃO DESEJA MAIS! Com quem quer que seja. Nesse caso, cabe ao homem procurar entender isto. Porém, ninguém tem o direito de enganar o próximo, de agir com falsidade como ela me fez. Afastei-me de Queimadas por tempo indeterminado, somente pra não ter que cruzar com ela pelas ruas. Também pra não me trair e acabar indo atrás dela como o idiota que sempre fui. No entanto, prefiro dizer que não vou lá por causa da política...
     Andei um pouco doente, doença inclusive, de cunho emocional. Com direito a falta de apetite e até princípio de depressão. Não foi por menos. Eu fui humilhado, menosprezado e tremendamente diminuído no amor que sentia por essa infeliz, situação esta que me fez sofrer bastante, mudar alguns de meus hábitos e por pouco, como já frisei, não me fazendo cair em depressão.
...perdi meu tempo aprendendo amar alguém que nunca soube o que é o amor. ♪♫♩♫♪♬

Existe uma linha bastante tênue entre a paixão e a desilusão, prevalecendo no fim, a razão. Pois a paixão deixa a gente cego, surdo, mudo e até burro, na maioria dos casos. Eu mesmo que o diga! Já me deixei levar por falsas promessas e carinhos duvidosos de pessoas insensíveis, aproveitadoras, que usam e abusam dos sentimentos alheios. Mulheres que desconhecem completamente o sentido do verbo amar, entre outros sentimentos puros, enxergando no homem apenas e tão somente o seu valor $Real. E ainda dizem que nenhum homem presta... O fato é que a gente se entrega de corpo e alma para alguém e nunca escolhe a quem ama, como também não sabe a hora certa de pular fora de uma relação doentia. E muito menos, conseguimos transferir o amor que sentimos para outra pessoa que nos ama verdadeiramente, aquela que, sem dúvida, nos traria a felicidade que tanto buscamos em um coração vazio. Quando me aproximo de alguém, digo logo pro que venho, sem maiores rodeios. E não é somente um rosto ou um corpo bonito que me atrai numa mulher, mas todo um conjunto. Eu enxergo a beleza dos gestos, das atitudes, do falar... infelizmente, essa é a maneira pela qual me permite que eu seja sempre enganado, passado pra traz. Só gostaria de lembrar que nenhuma mulher que me enganou, até hoje, vive melhor do que eu. Eu durmo e acordo em paz, com a consciência tranquila de nunca haver enganado um coração fragilizado.
Enfim, posso afirmar com toda certeza que a única paixão que nunca me traiu e que nunca me decepcionou, em momento algum na minha vida, foi, é e sempre será a minha paixão incondicional pela obra musical de Raul Seixas. Uma paixão antiga, de mais de 25 anos e que há muito já se transformou em amor verdadeiro. Já ouvi muita música de Raul procurando esquecer certas mulheres que, de alguma forma, passaram pela minha vida. Algumas ficaram por mais tempo, outras por menos, e teve aquelas que só ficaram na imaginação. Mas, no final de tudo, creio que nenhuma mulher, em qualquer época, irá ocupar esse “espaço musical” no meu coração. Para sempre, Toca Raul!!!
A verdade é que o meu coração está fechado para balanço, por tempo indeterminado. Apaixonar-me e em seguida ter que sofrer como um cão vadio, com certeza isso já me traumatizou um bocado. O futuro a Deus pertence. Espero um dia encontrar a minha tão sonhada cara metade e poder desfrutar dessa tal felicidade.                    

     “Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar. Tem gente enganando a gente ... ♪♫♩♫♪♬


Com exceção da frase musical inicial (alusiva a um ano da minha última paixão), todo o restante do texto foi escrito em dezembro/2016.

                                                  Paulo Seixas.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

MAIS UMA CURIOSIDADE SOBRE A OBRA MUSICAL DE RAUL SEIXAS

Raul Seixas, Edith Wisner (esposa) e Paulo Coelho na Passeata Ouro de Tolo, Centro do RJ
       Há 44 anos, mais precisamente, no dia 07 de junho de 1973, Raul Seixas caminhou pelas ruas do centro do Rio de Janeiro com seu violão, acompanhado pelo parceiro musical da época, Paulo Coelho, cantando a música Ouro de Tolo e reunindo muitos transeuntes naquela estranha passeata. Essa ação ficou registrada como a "Passeata Ouro de Tolo", sendo a estratégia utilizada e porque não dizer, a maneira mais barata dele promover o seu primeiro disco solo, Krig-há bandolo! (Cuidado, aí vem o inimigo!), uma referência ao grito que os macacos ensinaram ao personagem Tarzan.
     Divulgada primeiramente em um compacto simples pela produtora musical Philips, a faixa Ouro de Tolo que Raul expôs ao público nesta passeata, integrou o disco que mais tarde foi um sucesso de crítica e de venda na época.
      Finalmente lançado em julho de 1973, o disco alcançou rapidamente as paradas de sucesso e vendeu cerca de 60 mil cópias em poucos dias (um número bem significativo pra época). Apresentava na capa um Raul Seixas magro, cabeludo, sem camisa, com os braços abertos, olhos semicerrados e trazendo na palma da mão direita o desenho de uma chave, o símbolo da Sociedade Alternativa, da qual ele e Paulo Coelho se diziam os porta-vozes.
   Definida como uma estranha canção que critica o “abestalhamento” de uma sociedade preocupada apenas com apartamentos, carros, dinheiro, emprego e sucesso, Ouro de tolo provocava com seus versos ainda bem atuais quando afirmavam
     “Eu devia estar sorrindo e orgulhoso/ por ter finalmente vencido na vida/ mas eu acho isso uma grande piada/ e um tanto quanto perigosa”.
    Era denominada por alguns de “hino”, e de “canção-lamento” por outros, a despeito da letra quilométrica, questionando a apatia, o conformismo e o consumo desenfreado da classe média brasileira à época. Esse cenário não mudou em nada atualmente.

  Confiram abaixo a letra de Ouro de Tolo, na íntegra

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros por mês

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar um Corcel 73

Eu devia estar alegre e satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa

Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa

Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto: E daí?
Eu tenho uma porção de coisas grandes
Pra conquistar, e eu não posso ficar aí parado

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Pra ir com a família ao Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos

Ah! Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco praia, carro, jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco

É você olhar no espelho
Se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo, limitado
Que só usa dez por cento de sua
Cabeça animal

E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial
Que está contribuindo com sua parte
Para nosso belo quadro social

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada cheia de dentes
Esperando a morte chegar

Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada cheia de dentes
Esperando a morte chegar

Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador


       Essa letra ganhou ainda versões em inglês e espanhol, embora não tenham sido exploradas comercialmente. São versões, entre tantas outras canções inéditas, que só vieram ao conhecimento público após a morte de Raul.



ADAPTADO DA FONTE: https://raulsseixas.wordpress.com/2013/06/19/raul-seixas-os-40-anos-de-ouro-detolo-porrosana-da-camara-teixeira/


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

QUESTIONÁRIOS INSTANTÂNEOS/ RELAÇÃO DE PERGUNTAS - Tutorial

Turma do Ensino Fundamental II de uma escola de Queimadas/PB - 2014
Um passatempo leve, divertido e também muito instrutivo, produzido especialmente para alunos do ensino fundamental I e II, como também para alunos do ensino médio.
Consta de uma folha de caderno ou material digitado, contendo entre 70 e 100 questões, com perguntas das mais variadas e envolvendo todo tipo de assunto. De preferência, trazendo algum conteúdo didático para alunos a partir do fundamental II, abraçando perguntas sobre as principais disciplinas básicas, a exemplo de Língua Portuguesa e Matemática.
Diversas vezes já empregada, essa dinâmica apresenta um melhor rendimento quando aplicada na oralidade. 

     Exemplos de perguntas direcionadas a crianças e estudantes do

    ENSINO FUNDAMENTAL I:            

- Qual o animal mais alto da Terra?    
- Quantas cores possui o arco-íris?     
- Qual a boneca mais famosa do mundo?   

    ENSINO FUNDAMENTAL II:    

- Qual é o único mineral sólido que consumimos?     
- Quais são os três tempos verbais?   
- Quanto é 20% de 400?     
   
    ENSINO MÉDIO:

- O que significa a sigla FMI na economia brasileira?  
- Qual é o maior órgão do corpo humano? 
- Qual o antônimo de CONHECIMENTO?     

     Abaixo, a dinâmica será melhor explicada, passo a passo.

    INDICAÇÕES E REGRAS PARA PARTICIPAR DESSA BRINCADEIRA:

1 – Forma-se um grupo de crianças, de preferência, aproveitando a estrutura de uma sala de aula. Ou mesmo em casa, onde se possa reunir pelo menos, entre dez e vinte participantes.   

2 – De início, forma-se um círculo de cadeiras. Em sentido horário e por ordem de vez, seguir-se-á uma sequência de perguntas previamente estabelecidas ao nível dos participantes.

3 – O nível dos questionários será definido de acordo com o perfil dos participantes, incluindo idade e escolaridade dos mesmos.

4 – Essa é uma brincadeira essencialmente oral, não necessitando de caneta e papel para a sua aplicação.

5 – Como mediador, alguém irá questionar cada participante com uma pergunta, a qual deverá ser respondida de imediato (Debates poderão surgir em meio às questões, onde qualquer dúvida será esclarecida). 

6 – Com limite de tempo para responder, a vez será garantida pelo silêncio dos demais. Entretanto, não sabendo responder, o participante passará a vez.

7 – Não havendo acertador em uma rodada, inicia-se outra a partir do primeiro que fora questionado.   

8 – Responder fora da vez ou dar duas respostas consecutivas, resultará na perda de um ponto.     

9 – Para um melhor rendimento na brincadeira, o participante deve contar, necessariamente, com o seu conhecimento de mundo ou, talvez, para o surgimento de perguntas relativamente mais fáceis de responder.   

10 – Por fim, vence aquele que obtiver o maior número de acertos, levando um brinde de primeiro lugar.


Esta e outras dinâmicas aqui apresentadas, fazem parte de um projeto que criei, intitulado “Oficinas Educativas em escolas de ensino fundamental, Queimadas/PB”, escrito em 2013.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

RESENHA CRÍTICA DO FILME MAD CITY - O QUARTO PODER

Em cena, as personagens principais do filme. O Jornalista Max Brackett
(Dustin Hoffman) e o Segurança Sam Baily (John Travolta)
O longa metragem MAD CITY – O QUARTO PODER (1997), do diretor Costa Gavras, é uma produção americana do gênero Policial/Drama onde podemos observar que os bastidores da notícia nem sempre refletem a realidade como um todo, e podem esconder muito mais do que se supunha. Trata-se, no entanto, da manipulação exacerbada dos fatos, das barganhas e acordos realizados por certos profissionais e empresas oportunistas que visam, acima de tudo, a sua projeção no cenário midiático.
A partir do momento em que a personagem Sam Baily, interpretado pelo ator John Travolta, adentra armado em um museu de história, situado na cidade americana de Madeline, Califórnia, para tentar reaver o seu emprego de segurança, uma série de acontecimentos inesperados começa a desenrolar-se no decorrer da trama. Um tiro acidental que acaba ferindo seu colega de profissão o coloca em uma situação delicada, na qual ele se obriga a fazer algo que não queria até o momento, como manter um grupo de crianças como reféns. É quando, coincidentemente, entra em cena a figura de Max Brackett, interpretado pelo ator Dustin Hoffman, um jornalista decadente que enxerga nesse fato um furo jornalístico e ainda a possibilidade de uma rápida ascensão no meio televisivo.
     
Inicia-se então, uma sucessão inusitada de ocorrências, onde todos os passos de Sam e até da própria polícia são mediados por Brackett, numa suposta tentativa sua de amenizar o problema na busca por uma solução. Brackett consegue, entre outras coisas, convencer o diretor da emissora de TV, na qual ele trabalha como freelance, a entrar no ar ao vivo mostrando uma entrevista exclusiva com Sam, mesmo a contragosto de Kevin Hollander, o âncora desta emissora. 
A maneira como ele conduz a entrevista, direcionando perguntas e respostas previamente analisadas, apresentando Sam como uma vítima em potencial desse incidente, fica claro e evidente a manipulação dos fatos. A personagem de Sam, por sua vez, é realmente um indivíduo carismático, ingênuo e bastante influenciável, a porta de entrada utilizada por Brackett para assumir o controle da situação e até comover a opinião pública, atingindo assim o emocional do espectador, embora que tudo seja em seu próprio favor. 
   A situação se complica quando Cliff, o segurança baleado, morre no hospital, complicando de vez a imagem de Sam. Vendo finalmente a que ponto chegou sua situação, Sam desiste do sequestro e libera a diretora do museu e as crianças, explodindo em seguida o local num ato suicida. Brackett, que a essa altura havia deixado de lado os seus sentimentos, deixa prevalecer a sua compaixão e conclui que, através da força imposta pela mídia, acabara de tirar a vida de um ser-humano.
     Como ficou demonstrado no filme, a ética no Jornalismo sempre bateu de frente com o sensacionalismo desmedido e com a falta de responsabilidade em muitos conteúdos divulgados. A construção de uma notícia, bem como a credibilidade de uma empresa do ramo da comunicação, está longe de ser considerado o espelho do real. O filme mostra, de forma pertinente, o poder da mídia em construir ou desconstruir uma imagem, ou seja, de manipular a realidade de tal forma que chega a ser inquestionável. 


            Referência:
Filme, MAD CITY - O QUARTO PODER, 1997 
         Dirigido por: Costa Gravas                               
                                                                          
                                                               
                                                                    Paulo Seixas, novembro/2012

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O FAZENDEIRO E A BUCHADA DE BODE

A Buchada de bode é um prato típico da região Nordeste do Brasil
        Um rico fazendeiro do interior do Nordeste, conhecido por sua frieza e violência habitual, quando não fazia alguma maldade com um de seus empregados, gostava de contar alguns de seus “causos” para eles ouvirem, de forma a intimidá-los, talvez. Um dia ele contou uma história que era mais ou menos assim:
      “Todo final de mês, um grande fazendeiro que vivia aqui por essas bandas, há muito tempo atrás, oferecia uma buchada de bode aos amigos, iguaria esta cozinhada e servida por sua própria mulher. Ninguém naquela região preparava uma buchada de bode melhor que ela, fazendo questão de ir pessoalmente pra cozinha.
       Era uma mulher muito bonita e formosa, a qual fazia a alegria e os gostos daquele fazendeiro. Era um denguinho pra cá, um chamego pra lá, embora vivesse insatisfeita com a vida no campo e preferisse os luxos da cidade grande. Ela tinha uma vida confortável pra época, mas se queixava todos os dias, afirmando que não passava de uma empregada naquele lugar. Além do que o fazendeiro era mulherengo, “raparigueiro” como se diz até hoje, e isso foi apenas um pretexto pra ela começar a agir diferente.
       Por essas e outras, nos últimos tempos ele já vinha suspeitando das atitudes de sua mulher, cada vez mais, e tinha quase certeza de que estava sendo traído com um de seus amigos próximos, os mesmos que visitavam sua casa todos os meses. Alguns deles quase que diariamente, pois faziam negócios frequentes na fazenda.
       A situação estava ficando insustentável e durante vários dias o fazendeiro assuntou a respeito, na boca pequena. Perguntou aqui, averiguou ali, investigou acolá... e nada de descobrir quem era o camarada, o “urso” que pegava a sua mulher. Ele chegava a ter pesadelos com isso, porém resolveu não comentar nada com ela, visto que, sem provas, seria a sua palavra contra a dela. E ele detestava perder numa questão, preferindo agir em segredo.
         Chegou mais um fim de mês e estavam todos reunidos em volta da mesa, degustando mais uma deliciosa buchada de bode, servida com os cumprimentos do dono da casa. Porém, perceberam a ausência da mulher do fazendeiro, a qual estava sempre à frente nestas reuniões de amigos. E pra dizer a verdade, ninguém ousou perguntar por ela.
       Com um ar de desforra no rosto, o fazendeiro já havia resolvido, em silêncio, homenagear entre os visitantes presentes, o amigo que lhe traía com sua esposa. Resolveu servir-lhe, bem como a todos os demais, a última buchada preparada em sua casa. Mas, com uma pequena diferença... dessa vez a buchada não foi feita por sua mulher, mas sim, feita de sua mulher...”

    Ao concluir seu causo macabro de terror, um dos empregados ouvintes resolveu perguntar ao patrão qual a moral daquela história.
    - Nenhuma, respondeu ele. Apenas esse fazendeiro era o meu pai...

                                           
                                         Paulo Seixas e histórias populares
                                            Campina Grande, 11/08/2017