quarta-feira, 20 de setembro de 2017

RESENHA CRÍTICA DO FILME MAD CITY - O QUARTO PODER

Em cena, as personagens principais do filme. O Jornalista Max Brackett
(Dustin Hoffman) e o Segurança Sam Baily (John Travolta)
O longa metragem MAD CITY – O QUARTO PODER (1997), do diretor Costa Gavras, é uma produção americana do gênero Policial/Drama onde podemos observar que os bastidores da notícia nem sempre refletem a realidade como um todo, e podem esconder muito mais do que se supunha. Trata-se, no entanto, da manipulação exacerbada dos fatos, das barganhas e acordos realizados por certos profissionais e empresas oportunistas que visam, acima de tudo, a sua projeção no cenário midiático.
A partir do momento em que a personagem Sam Baily, interpretado pelo ator John Travolta, adentra armado em um museu de história, situado na cidade americana de Madeline, Califórnia, para tentar reaver o seu emprego de segurança, uma série de acontecimentos inesperados começa a desenrolar-se no decorrer da trama. Um tiro acidental que acaba ferindo seu colega de profissão o coloca em uma situação delicada, na qual ele se obriga a fazer algo que não queria até o momento, como manter um grupo de crianças como reféns. É quando, coincidentemente, entra em cena a figura de Max Brackett, interpretado pelo ator Dustin Hoffman, um jornalista decadente que enxerga nesse fato um furo jornalístico e ainda a possibilidade de uma rápida ascensão no meio televisivo.
     
Inicia-se então, uma sucessão inusitada de ocorrências, onde todos os passos de Sam e até da própria polícia são mediados por Brackett, numa suposta tentativa sua de amenizar o problema na busca por uma solução. Brackett consegue, entre outras coisas, convencer o diretor da emissora de TV, na qual ele trabalha como freelance, a entrar no ar ao vivo mostrando uma entrevista exclusiva com Sam, mesmo a contragosto de Kevin Hollander, o âncora desta emissora. 
A maneira como ele conduz a entrevista, direcionando perguntas e respostas previamente analisadas, apresentando Sam como uma vítima em potencial desse incidente, fica claro e evidente a manipulação dos fatos. A personagem de Sam, por sua vez, é realmente um indivíduo carismático, ingênuo e bastante influenciável, a porta de entrada utilizada por Brackett para assumir o controle da situação e até comover a opinião pública, atingindo assim o emocional do espectador, embora que tudo seja em seu próprio favor. 
   A situação se complica quando Cliff, o segurança baleado, morre no hospital, complicando de vez a imagem de Sam. Vendo finalmente a que ponto chegou sua situação, Sam desiste do sequestro e libera a diretora do museu e as crianças, explodindo em seguida o local num ato suicida. Brackett, que a essa altura havia deixado de lado os seus sentimentos, deixa prevalecer a sua compaixão e conclui que, através da força imposta pela mídia, acabara de tirar a vida de um ser-humano.
     Como ficou demonstrado no filme, a ética no Jornalismo sempre bateu de frente com o sensacionalismo desmedido e com a falta de responsabilidade em muitos conteúdos divulgados. A construção de uma notícia, bem como a credibilidade de uma empresa do ramo da comunicação, está longe de ser considerado o espelho do real. O filme mostra, de forma pertinente, o poder da mídia em construir ou desconstruir uma imagem, ou seja, de manipular a realidade de tal forma que chega a ser inquestionável. 


            Referência:
Filme, MAD CITY - O QUARTO PODER, 1997 
         Dirigido por: Costa Gravas                               
                                                                          
                                                               
                                                                    Paulo Seixas, novembro/2012

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O FAZENDEIRO E A BUCHADA DE BODE

A Buchada de bode é um prato típico da região Nordeste do Brasil
        Um rico fazendeiro do interior do Nordeste, conhecido por sua frieza e violência habitual, quando não fazia alguma maldade com um de seus empregados, gostava de contar alguns de seus “causos” para eles ouvirem, de forma a intimidá-los, talvez. Um dia ele contou uma história que era mais ou menos assim:
      “Todo final de mês, um grande fazendeiro que vivia aqui por essas bandas, há muito tempo atrás, oferecia uma buchada de bode aos amigos, iguaria esta cozinhada e servida por sua própria mulher. Ninguém naquela região preparava uma buchada de bode melhor que ela, fazendo questão de ir pessoalmente pra cozinha.
       Era uma mulher muito bonita e formosa, a qual fazia a alegria e os gostos daquele fazendeiro. Era um denguinho pra cá, um chamego pra lá, embora vivesse insatisfeita com a vida no campo e preferisse os luxos da cidade grande. Ela tinha uma vida confortável pra época, mas se queixava todos os dias, afirmando que não passava de uma empregada naquele lugar. Além do que o fazendeiro era mulherengo, “raparigueiro” como se diz até hoje, e isso foi apenas um pretexto pra ela começar a agir diferente.
       Por essas e outras, nos últimos tempos ele já vinha suspeitando das atitudes de sua mulher, cada vez mais, e tinha quase certeza de que estava sendo traído com um de seus amigos próximos, os mesmos que visitavam sua casa todos os meses. Alguns deles quase que diariamente, pois faziam negócios frequentes na fazenda.
       A situação estava ficando insustentável e durante vários dias o fazendeiro assuntou a respeito, na boca pequena. Perguntou aqui, averiguou ali, investigou acolá... e nada de descobrir quem era o camarada, o “urso” que pegava a sua mulher. Ele chegava a ter pesadelos com isso, porém resolveu não comentar nada com ela, visto que, sem provas, seria a sua palavra contra a dela. E ele detestava perder numa questão, preferindo agir em segredo.
         Chegou mais um fim de mês e estavam todos reunidos em volta da mesa, degustando mais uma deliciosa buchada de bode, servida com os cumprimentos do dono da casa. Porém, perceberam a ausência da mulher do fazendeiro, a qual estava sempre à frente nestas reuniões de amigos. E pra dizer a verdade, ninguém ousou perguntar por ela.
       Com um ar de desforra no rosto, o fazendeiro já havia resolvido, em silêncio, homenagear entre os visitantes presentes, o amigo que lhe traía com sua esposa. Resolveu servir-lhe, bem como a todos os demais, a última buchada preparada em sua casa. Mas, com uma pequena diferença... dessa vez a buchada não foi feita por sua mulher, mas sim, feita de sua mulher...”

    Ao concluir seu causo macabro de terror, um dos empregados ouvintes resolveu perguntar ao patrão qual a moral daquela história.
    - Nenhuma, respondeu ele. Apenas esse fazendeiro era o meu pai...

                                           
                                         Paulo Seixas e histórias populares
                                            Campina Grande, 11/08/2017

sábado, 9 de setembro de 2017

CURIOSIDADE SOBRE A OBRA MUSICAL DE RAUL SEIXAS

       Em 1984 Raul Seixas compôs a primeira versão de Cowbóy Fora da Lei, uma música intitulada Anarkilópolis. Não gostando do resultado (a letra era quase toda falada), ele só veio mesmo a gravá-la em 1987, já com outro título e com a letra totalmente modificada. Na verdade, só restou apenas o refrão da letra original.
            Confiram as duas letras, respectivamente.

                                  ANARKILÓPOLIS

Eu estava na cidade comprando milho pras galinhas
Quando um garoto chegou correndo para me avisar
Que a diligência do Correio tinha deixado uma carta pra mim.
Uma carta? De quem seria essa merda? ...é, pois é..., mas...
Ah... que era da prefeitura de Anarkilópolis,
Me convidando para uma festa da sua emancipação.
Ok, boy!

Uísque de montão eu vou beber
E fazer tudo que eu quero fazer,
Cada um manda no seu nariz
Por isso que o povo lá é feliz.
É isso aí!
Meu filho, é isso aí...

Agora
Montei no meu "silver-jegue"
E parti com o firme propósito
de unir o útil ao agradável.
Pois Anarkilópolis era também
O berço da minha amada,
A bela Josefina Lee,
Filha única do meu amigo,
Xerife James Adean.
Enquanto o jegue seguia rinchando,
Eu seguia pela estrada cantando:

Eu não sou besta pra tirar onda de herói,
Sou vacinado, eu sou cowboy,
Cowboy fora da lei.
Durango Kid só existe no gibi
E quem quiser que fique aqui,
Entrar pra história é com vocês.

Quando eu e meu jegue chegamos em Anarkilópolis
Pensei que tinha me enganado até de cidade.
Tinha uns caras mal encarados, armados até os dentes.
Percebi logo a situação:
Os bandidos haviam dominado o lugar
E mantinham todos como reféns.
James Adean não era mais o Xerife
E só se via a cara das pessoas com tristeza e medo.

Deus me livre, quase que eu dancei,
Dedo no gatilho era da lei,
Sozinho e desarmado estava ali,
Pra o diabo, os que me chamaram aqui.
Foi então...

Eu não sou besta pra tirar onda de herói
Sou vacinado, eu sou cowboy,
Cowboy fora da lei.
Durango Kid só existe no gibi
E quem quiser que fique aqui,
Entrar pra história é com vocês.

Meu filho, é isso aí...

      COWBOY FORA DA LEI COMO TODOS CONHECEM...

Mamãe não quero ser prefeito
Pode ser que eu seja eleito
E alguém pode querer me assassinar.
Eu não preciso ler jornais
Mentir sozinho eu sou capaz
Não quero ir de encontro ao azar.

Papai não quero provar nada
Eu já servi à Pátria amada
E todo mundo cobra minha luz.
Oh, coitado, foi tão cedo
Deus me livre, eu tenho medo
Morrer dependurado numa cruz.

Eu não sou besta pra tirar onda de herói
Sou vacinado, eu sou cowboy,
Cowboy fora da lei.
Durango Kid só existe no gibi
E quem quiser que fique aqui
Entrar pra história é com vocês.


                                          Raul Seixas

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

TUTORIAL - GINCANA INFANTIL

Crianças da cidade de Itabaiana, PB, com as quais apliquei esta Dinâmica Infantil
       Um passatempo para crianças de até doze anos de idade. Consiste em uma gincana à moda antiga, com provas previamente estabelecidas.

Instruções a serem seguidas:

     Em grupos, duplas ou mesmo individual, as provas valem de acordo com o número de participantes. Ou seja, se brincarem dez crianças em duplas, por exemplo, a maior pontuação será 10 para a dupla que chegar primeiro com a prova cumprida, valendo 9 para a segunda colocada, 8 para a terceira e assim, sucessivamente.
    Desta forma, as provas valerão de 10 a 1 ponto, prevalecendo a ordem de chegada. O não cumprimento da prova resulta em 0 ponto para o participante, dupla ou grupo, como já foi dito.
   Será construída uma tabela com os nomes dos participantes, onde serão colocados os seus nomes (sendo dupla ou grupo, pode-se criar um nome diferente), deixando espaço para a colocação das notas.
    Serão necessários ainda um apito para o grito de largada, assim que a prova for pronunciada, e um relógio ou cronômetro para contar o tempo de cada prova. Em geral, de cinco a dez minutos para cada uma dessas provas. O desenvolvimento e a participação ativa da garotada é quem determina o ritmo da brincadeira.
     As provas para esse nível serão de acordo com as possibilidades da meninada, não se tornando algo difícil ou complicado de se cumprir.

    Eis alguns exemplos do que poderá ser cobrado durante a gincana:

1 - Uma camisa com foto estampada de uma banda musical ou de qualquer cantor;
2 - Uma revista em quadrinhos (da turma da Mônica, por exemplo);
3 - Um chapéu de palha;
4 - Uma caneta metálica;
5 - Um jogo de dominó;
6 - Uma medalha esportiva;
7 - Uma prova de Língua Portuguesa;
8 - Uma fotografia ao lado de um cachorro;
9 - Um brinquedo de madeira;
10 - Um chaveiro de metal, com ou sem chaves;
11 - Um disco de vinil, de qualquer cantor ou banda;
12 - Uma fotografia antiga em papel, preto e branca;
13 - Uma cédula ou moeda antiga;
14 - Uma marca de batom estampada num papel;
15 - Uma fotografia ao lado de um idoso;

     Essa é uma gincana de rua que pode ser aplicada em qualquer época do ano. O tipo de brincadeira que deveria ser resgatada, sempre que possível.

                                                                  Paulo Seixas

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

RESENHA CRÍTICA ACERCA DO NOVO FILME DO HOMEM-ARANHA

Resenha crítica sobre o filme Homem-Aranha:
De Volta ao Lar
O longa metragem americano Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming, 2017), vem sendo considerado uma das melhores e mais fiéis adaptações dos gibis para o cinema, uma vez que esse filme dá verossimilhança ao personagem, corrigindo alguns erros das películas anteriores. Através dele, o telespectador consegue, de maneira mais enfática, mergulhar no mundo da fantasia, quase acreditando que um adolescente possui de verdade os poderes de uma aranha.
     O filme mostra de fato e de direito que Tom Holland é o Peter Parker definitivo, fazendo esquecer com mérito dos outros atores passados. E o desempenho de Michael Keaton na pele do terrível vilão Abutre, amedrontando a cidade com maestria, faz qualquer um acreditar que Stan Lee criou essa personagem na década de 60 sob medida para o ator. Com uma narrativa empolgante, o longa não deixa nenhuma aresta à mostra, se encaixando nos mínimos detalhes. O filme traz ainda uma trilha sonora repleta de clássicos do Rock, com a Marvel se superando a cada obra.
O roteiro tem início logo depois da batalha-clímax de Os Vingadores (2012), quando então se passam oito anos. Simultaneamente a história desse filme acompanha os passos do Homem-Aranha logo após a batalha do aeroporto em Capitão América: Guerra Civil (se analisar direitinho, aqui há um erro na cronologia Marvel). Por sua vez, Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) também faz uma pequena participação. E embora a sua presença não chegue a ser tão notada, é de extrema importância para o desenrolar do filme, pois ele é responsável por inserir alguns recursos no uniforme do Aranha. Afinal, a personagem de Peter Parker tem apenas quinze anos de idade nessa história e ainda não consegue dominar completamente os seus poderes aracnídeos.
Homem-Aranha: De Volta ao Lar faz jus ao título. Enquanto os outros filmes buscam contar a História e o surgimento do Homem-Aranha, esse filme procura mostrar ao telespectador uma história distinta do Homem-Aranha, não perdendo tempo em recontar a história de origem que todo mundo já sabe. E nesse filme Parker faz exatamente isso, percorrendo o bairro onde mora atrás de pequenos crimes, o que acaba por render cenas incríveis de ação. Como já dito, ele ainda é novo nisso, um herói em formação. Com o surgimento do vilão principal, o Abutre, a tarefa se complica e não será tão fácil como ele imagina.
De uma maneira geral, a construção desse filme ficou bastante “teen”. E talvez esse seja o motivo principal de haver agradado um público cada vez mais exigente. É um filme bem divertido, apesar de que muita gente não vai enxergá-lo como sendo o melhor filme do Homem-Aranha e muito menos, o melhor filme do ano. Entretanto, uma coisa é certa: A proposta de Homem-Aranha: De volta ao lar é exatamente oferecer uma trama de herói adolescente. E nesse quesito ele se mostra impecável.
Por fim, o nível de aceitação do filme, especialmente na comunidade internacional está enorme, com poucas críticas estritamente negativas. Pois ele consegue captar a verdadeira essência do Homem-Aranha a partir do momento em que, acompanhando os dramas humanos e a vida conturbada do jovem Peter Parker, torna a história bem mais interessante e foge completamente das fórmulas e dos velhos clichês dos filmes de super-herói.
                                                   
                                                       Paulo Seixas, agosto/2017

Referência:
Filme, Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming, 2017)
Dirigido por: Jon Watts

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

HOJE, 28 ANOS DA MORTE DE RAUL SEIXAS


Exatamente hoje, dia 21 de agosto de 2017, completam-se 28 anos da morte de um grande artista brasileiro, Raul Seixas, cantor e compositor baiano que é considerado um dos maiores expoentes do Rock nacional.
 Em mais de 20 anos de carreira (levando em conta os lançamentos de Raulzito e os panteras, em 1968, e Sociedade da Grã Ordem Kavernista, em 1971, respectivamente, seu 1° e 2º disco), Raul lançou 21 discos oficiais, adquirindo um estilo musical que o creditou de “contestador e místico”.
Para lembrar o dia de hoje, uma curiosidade sobre o último disco de Raul que pouca gente conhece. Confiram abaixo o texto!

CURIOSIDADE SOBRE A ÚLTIMA OBRA MUSICAL 
DE RAUL SEIXAS


       O último disco de Raul Seixas, A Panela do Diabo, de 1989, soa como um verdadeiro desacato às comunidades religiosas, principalmente evangélicas e protestantes aqui no Brasil.
     Reza a lenda, inclusive, que esse nome foi escolhido não aleatoriamente pela dupla Raul e Marcelo Nova, que à época, faziam uma turnê de shows por todo o Brasil, antes mesmo do lançamento desse LP.
      Segundo o próprio Raul, durante a sua chegada, momentos antes de se apresentar, havia uma manifestação de alguns crentes mais radicais na porta de uma casa de shows. Entre gritos e protestos, eles distribuíam panfletos difamatórios nos quais apontavam para os perigos da juventude ouvir Raul Seixas e Marcelo Nova, sugerindo que ambos cozinhavam na "Panela do Diabo".
  Ao ler um desses panfletos, Raul acabara encontrando o título perfeito para o novo disco que até então, não tinha nome definido.

      Portanto, essa é a história existente por trás do LP A Panela do Diabo, que trás 11 faixas em sua composição.

Be bop a lula
Rock'n' roll
Carpinteiro do universo
Quando eu morri
Banquete de lixo
Pastor João e a Igreja Invisível
Século XXI
Nuit
Best Seller
Você roubou meu vídeocassete
Câimbra no pé

      A verdade é que, fisicamente, Raul já andava bastante debilitado, dando sinais vitais de que a sua saúde não estava nada bem, e por isso, suas apresentações duravam em média, de 15 a 20 minutos por noite.
    
  UMA HOMENAGEM MUSICAL DO COMPOSITOR ZÉ RAMALHO


Abaixo, a letra de uma música composta por Zé Ramalho, uma canção feita especialmente em homenagem ao eterno "Maluco Beleza".

Para Raul (Zé Ramalho)

Depois que você se foi
A música não mais tocou.
Aquele sentimento claro
Tão místico e simples que você passou
Pra mim, pra nós

Que somos fãs
Companheiros de luta
Do seu aniversário.
Do sonho profundo que você plantou
E botou pra pensar
Cada cabeça maluca.

E já que não vais nunca mais retornar
Da sua viagem ao cosmos do céu
Vais descobrir um novo amanhã.
E em cada pedaço de recordação
Lembre do povo, da alma, irmão.
Não se esqueça de mim


Que sou seu fã


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

MEU SONETO MAIS RECENTE

Pra quem servir a carapuça...


SONETO DO AMOR $REAL

O que restou daquele inusitado amor,
O qual somente eu pensava que havia,
Foi uma frustração que, no dia a dia, 
Transformou meu sentimento em dor.

Não se ama alguém em troca de favor.
No entanto, algo bem pior me acontecia.
Pois o que ela me dava ou me prometia,
Cobrava sempre o seu preço, o seu valor.

Um dia ainda terei um amor verdadeiro
Que não vise apenas status, ou dinheiro,
E que mereça toda a minha dedicação.

Uma mulher que me ame por inteiro,
Sem demonstrar esse lado interesseiro.
Juntos, partilharemos um só coração.     
                                Paulo Seixas, julho/2017
    
  
                      ENSINA-ME A SER FRIO ASSIM...

"Ensina-me a ser frio assim. A olhar com esse desprezo, a não falhar a voz, não tremer. Me ensina a te olhar como se você não tivesse sido alguém importante pra mim. A não procurar, não admitir que dói, que foi importante. Conta-me como é que você faz pra jogar no lixo um amor tão bonito e tão difícil de se encontrar por aí. Me dá um pouco dessa coragem de ir embora, de ser covarde, de bater a porta na minha cara. Você dorme bem? Eu não. Fico levando o peso de ser assim, sentimental. De acreditar que o amor tem conserto. De não desistir daquilo que acredita. Ah, vai, me diz o que você faz pra viver como se a gente fosse nada. E essa indiferença na voz? Me diz, eu imploro, como não sentir tanto. Não sangrar tanto. Me diz como você teve coragem de ser tão cruel com a gente. Admita o motivo de ainda me assombrar, como um fantasma que não quer ficar, mas se recusa a sumir de uma vez. Por último, eu te peço, me ensina a não amar tanto. A não me entregar tanto na próxima vez. A pular do barco quando houver sinais de naufrágio. Talvez assim eu sinta menos. Talvez até eu sangre menos. Talvez não tenha mais que escrever um texto triste assim..."

O texto acima é de autoria de Lazaro Rethielly, um colega que, assim como eu, também publica seus escritos no site Recanto das Letras.

No dia 08 de outubro próximo, estarei publicando um texto inédito em “comemoração” de um ano do fatídico dia. O dia em que eu fui humilhado, menosprezado e tremendamente diminuído no amor que sentia por uma mulher, situação esta que me fez sofrer bastante, por pouco não me fazendo cair em depressão. MEUS AMORES PLATÔNICOS E PAIXÕES DOENTIAS, aguardem...