QUEIMADAS,
JUNHO/2026
Inspiração
é a ferramenta
Utilizada
na maior parte
Para
compor este folheto,
Verdadeira
obra de arte.
Escrito
com enorme zelo,
Mostra
sem muito apelo
Quem
foi Seu Biu Duarte.
Um homem trabalhador,
Viveu pra ser comerciante.
Honrado e pai de família,
Merecendo nesse instante
Ser de todo homenageado.
Com carinho ser lembrado,
Agora mais do que antes.
Severino Duarte da Costa,
Por esse nome foi registrado.
No município de Queimadas,
Onde ele nasceu e foi gerado.
Perto dali, em alguma parte,
No sitio Gravatá dos Duarte,
À vida ele foi consagrado.
No dia 2 5 de junho de 1 9 4 8
Seu pai, José Duarte da Costa
E sua mãe, Maria das Neves,
Ambos receberam a resposta.
Nascia mais um filho amado,
Este que seria tão abençoado,
Reforçando qualquer aposta.
Seu pai fora um fazendeiro,
Fazendo queijos pra vender.
Foi vereador em Queimadas,
Por dois mandatos a se saber.
Sua mãe, uma dona de casa,
Da família e do lar cuidava,
Onde via cada filho crescer.
Seu Biu cresceu numa fazenda
Que ficava no sitio Maxixeiro.
Ao lado de mais nove irmãos,
Dois adotivos, amor verdadeiro.
Era uma família maravilhosa,
Com tantos filhos, numerosa;
Seu José Duarte foi guerreiro.
Biu Duarte teve princípios
E uma infância bem normal.
Alfabetizado, estudou pouco,
Só até o 5⁰ ano fundamental.
Ainda criança já trabalhava,
E pelo trabalho demonstrava
Um interesse bem especial.
Não é que fosse
obrigado,
Mas era algo que
ele fazia
Até com certa
naturalidade,
Onde o seu pai
somente ria.
Aos 4 anos montava
jumento,
Ia da Malhada lá para
dentro
Pegar leite nessa
montaria.
E assim, foi passando o tempo,
Biu Duarte chegou à maioridade.
Aos 18, migrou pra Minas Gerais
Em busca de alguma atividade.
Com o primo, sem brincadeira,
Logo montou uma desnatadeira,
Em Teófilo Otoni, nesta cidade.
Um ano depois ele retornou,
Trazendo alguma experiência.
Entre os seus 19 até os 23 anos
Foi adquirindo certa vivência.
Vivia sozinho, sem ninguém,
Sabia comprar e vender bem,
Pra isso ele tinha inteligência.
Resolveu, então, ser negociante,
Com vendas passou a trabalhar.
Investiu no comércio varejista,
Uma mercearia, para começar.
Inicialmente, e ainda solteiro,
Saiu lá do seu sítio, Maxixeiro,
Indo pra Pernambuco apostar.
De Minas para Recife, capital,
De queijeiro para comerciante,
Seu Biu agregou conhecimento
A ser lembrado nesse instante.
Juntou bens, ganhou dinheiro,
Na comunidade Três Carneiros,
Área de subúrbio importante.
Infelizmente, teve que voltar
Pra Paraíba, seu real destino.
Foi aqui onde pôde encontrar
Suas raízes, o verdadeiro tino.
Nessa época Seu Biu se casou,
E uma família incrível formou,
Um presente realmente divino.
Casou com
Neurivalda Diniz
No dia 30 de abril
de 1972.
Juntos somaram pela
vida,
Unindo o que tinham
os dois.
Moraram em sítio,
no início,
Com algum pouco
sacrifício
Vieram para a cidade
depois.
Instalaram-se lá pela Vila,
De Queimadas, por anos.
Mas Seu Biu queria mais,
Já estava em seus planos.
Fez negócio, sem vaidade,
E para o coração da cidade
Mudou pro centro urbano.
As chances e oportunidades
Não esperam para acontecer.
Portanto, aproveitou a deixa,
Soube como investir e fazer.
Casa velhas abriram caminho
À lanchonete, ao mercadinho,
Comprou sem se arrepender.
Pontos comerciais e centrais
Com o tempo são valorizados.
E quanto mais o tempo passa,
Aumenta o valor de mercado.
Seu Biu tinha visão de futuro,
Sabendo enxergar no escuro,
Fazia acordos com resultado.
Foram décadas de negócios,
A família trabalhando duro.
Seu Biu Duarte era perspicaz
E soube construir um futuro.
Aos filhos, deixou de herança
O trabalho, a fé e a confiança,
Sendo o caminho mais seguro.
Entre os filhos de Biu Duarte,
O primogênito é o Raminho.
O João, que nasceu especial,
Por quem todos têm carinho.
Depois vem o filho Rogério,
E Jerônimo, com ar de sério,
Por último veio o Duartinho.
Tem também a
Socorro,
A sua única filha
mulher.
São ao todo cinco
filhos,
Tementes a Deus e
na fé.
Sempre juntos, hoje
e antes
Onde a união é
constante
Como uma família
requer.
Dona Neuri, sua matriarca,
Comanda a todos de perto.
Tem tanto amor pelos filhos
Como também pelos netos.
Com ela é somente abraços,
Não consentindo embaraços,
E nem tampouco desafetos.
Família que convive unida
Não recua diante de um não,
Encarando qualquer desafio,
Decidindo qualquer questão.
Esse é o segredo da vitória,
Irmãos Duarte tem história
Quando o assunto é união.
Irmãos que se correspondem
É uma família que se entende.
Pois quando o amor se instala
Todo e qualquer mal se rende.
Nesse quesito, de fé inabalada
A família Duarte é abençoada,
Um exemplo que se estende.
Com coragem e determinação
Seu Biu seguiu nessa trilha,
Traçando a sua trajetória
Acompanhado da família.
Trabalhando sempre junto,
E assim, expandindo muito,
Como a estrela que brilha.
Seu Biu Duarte tocava violão,
Gostava de adorar ao Senhor.
Aos domingos, fazia um culto
Louvando a obra do Criador.
O seu compromisso semanal,
Reunir nesse culto dominical
Pessoas que pregam o amor.
Vivia bem simples,
como tal,
Não era de luxo ou
vaidade.
Comia até cuscuz
com açúcar,
Para ele, comida de
verdade.
Coalhada com fuba
de milho,
E, segundo um de
seus filhos,
Ele se alimentava à
vontade.
A experiência de uma vida
Compensa falta de instrução.
Não se aprende só com livros,
Basta ser curioso, ter atenção.
Nisso, Seu Biu fez faculdade,
Não trocava sua capacidade
Por diplomas sem aplicação.
Porém, um dia o guerreiro
Baixa suas armas sem lutar.
Eis que surge um problema
Maior do que pode enfrentar.
E ele pensa por um instante,
No que fez até hoje, e antes,
E decide que é hora de parar.
Todo homem tem sua meta,
Espera crescer e multiplicar.
Mas, por vezes, fica doente
E sem forças para trabalhar.
A vida é quase sempre dura,
Tem que vestir a armadura
Para esse mundo enfrentar.
Biu Duarte era bem calejado,
Acostumado com a dura lida.
Pouca coisa lhe desanimava,
De nada desistia nessa vida.
O verdadeiro homem é assim,
Não se deixa levar por “pantin”,
Tendo a cabeça bem decidida.
Uma doença diagnosticada,
Não teve cura, infelizmente.
Deixando Seu Biu pensativo,
Preocupado com a sua gente.
Não havia medo em seu ser,
Antecipou o que ia acontecer
Quando não tivesse presente.
Seu
Biu Duarte fez história,
Trabalhando por
este chão.
Queimadas inteira conhece
A sua relevante
cooperação.
Foi um esforço de
verdade,
Contribuindo com a
cidade
Em sua vasta transformação.
Onde seus maiores legados
Repassados como herança,
Consistem na fé, no trabalho,
Na honestidade e confiança.
Possuindo essas qualidades,
Que são virtudes, na verdade,
Sempre irá restar esperança.
Os últimos dias de Biu Duarte
Não foram tristes, só pensava.
Não se entregou ou se fechou,
Era consciente no que falava.
A doença não abalou a sua fé,
O que ele dizia pra sua mulher
Eram palavras que a consolava.
"Seus filhos vão cuidar de você,
Você consegue viver sem mim.
Ninguém pode viver sem Deus,
Aí seria um sofrimento sem fim."
O gesto profundo, sem lamento,
Este foi seu último pensamento,
Suas palavras ecoaram assim.
Até que, no dia 03/11/2016
Biu Duarte partiu dessa vida.
Diante da tristeza e comoção
De toda a sua família querida.
Foi para longe dos entes seus,
Para sempre morar com Deus.
Restou saudades na despedida.






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